A CAPACIDADE PARA O TRABALHO E A SATISFAÇÃO DOCENTE

Maria do Céu Castelo-Branco, Joana R. Castelo-Branco

Resumo


: O estudo pretendeu avaliar a capacidade para o trabalho e as suas implicações na saúde e na satisfação docente, numa amostra de 703 professores e educadores de jardins-de-infância e escolas do ensino básico,  secundário e do ensino superior. A capacidade de trabalho foi avaliada pelo Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT). Na análise dos dados foi utilizado o SPSS, versão 12.0. Relativamente à classificação do ICTgeral, 3,3% da amostra apresentaram um ICT baixo, 28,7% um ICT moderado, 47,6% um ICT bom e 16,8% um ICT óptimo. Apresentam um Índice baixo e moderado de Capacidade para o Trabalho 32% dos inquiridos. Há diferenças significativas entre o género e o ICTgeral: os homens apresentam valores mais elevados (t=2,257; g.l= 685; p=,024). Homens e mulheres não diferem na Capacidade para o Trabalho relativa à robustez psíquica (t=727; g.l= 701; p=,467). Entre o tempo de serviço e o ÍCTgeral existem diferenças significativas: professores e educadores com menos 2 anos de tempo de serviço apresentam médias mais elevadas (ICT óptimo), comparativamente aos docentes com mais de 21 anos, que apresentam médias mais baixas (ICT baixo) (F=6,052; g.l= 4; p=,000). Entre a situação profissional e o ÍCTgeral os docentes contratados apresentam um ICT óptimo, comparativamente com os efectivos que revelam um ICT baixo (F=7,843; p=,000). Em síntese, o trabalho é para os sujeitos uma fonte de satisfação, mas para que o mesmo seja vivenciado em plenitude é necessário dotar os docentes de competências que promovam a sua capacidade para o trabalho e o seu bem-estar.

Palavras-chave


Capacidade para o trabalho. Satisfação docente. Saúde do professor

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Revista Ciências Humanas - eISSN: 2179-1120




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