Revista Ciências Humanas https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch <div class="additional_content"> <p>A <strong>Revista Ciências Humanas</strong> (e-ISSN 2179-1120) é um periódico online de natureza interdisciplinar que, a partir de 2021, adotou o sistema de publicação contínua de artigos, para divulgar produções originais, textos inéditos provenientes de pesquisa de campo ou bibliográfica, ensaios, relatos de experiências e entrevistas, publicadas em fluxo contínuo ou dossiês temáticos. Foi criada em 2008 e é gerida pelos programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Humano: Formação, Políticas e Práticas Sociais e de Educação Profissional da Universidade de Taubaté (SP).</p> <p>Está disponível para colaboradores nacionais e estrangeiros, possui conselho editorial cujos membros pertencem a diversas instituições e regiões do país, além de consultores internacionais.</p> <p><a href="https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/issue/view/31"><img src="https://www.rchunitau.com.br/public/site/images/surta/banner-2-dossie-o-contemporaneo-visto-pelo-ecra-politicas-culturas-memorias-e-identidades.png" alt="" width="930" height="391" /></a></p> </div> pt-BR <p><strong>As publicações da Revista Ciências Humanas estão registradas sob a licença Creative Commons Attribution CC-BY.</strong></p> <p>1. Os conteúdos dos trabalhos são de exclusiva responsabilidade de seu autor.</p> <p>2. É permitida a reprodução total ou parcial dos trabalhos publicados na <strong>Revista</strong>, desde que citada a fonte.</p> <p>3. Ao submeterem seus trabalhos à <strong>Revista</strong> os autores certificam que os mesmos são de autoria própria e inéditos (não publicados em qualquer meio digital ou impresso).</p> <p>4. Os direitos autorais dos artigos publicados na <strong>Revista</strong> são do autor, com direitos de primeira publicação reservados para este periódico.</p> <p>5. Para fins de divulgação, a <strong>Revista</strong> poderá replicar os trabalhos publicados nesta revista em outros meios de comunicação como, por exemplo, redes sociais (Facebook, Academia.Edu, etc).</p> <p>6. A <strong>Revista</strong> é de acesso público, portanto, os autores que submetem trabalhos concordam que os mesmos são de uso gratuito.</p> <p>7. Constatando qualquer ilegalidade, fraude, ou outra atitude que coloque em dúvida a lisura da publicação, em especial a prática de plágio, o trabalho estará automaticamente rejeitado.</p> <p>8. Caso o trabalho já tenha sido publicado, será imediatamente retirado da base da revista, sendo proibida sua posterior citação vinculada a ela e, no número seguinte em que ocorreu a publicação, será comunicado o cancelamento da referida publicação. Em caso de deflagração do procedimento para a retratação do trabalho, os autores serão previamente informados, sendo-lhe garantido o direito à ampla defesa.</p> <p>9. Os dados pessoais fornecidos pelos autores serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por essa publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.</p> editorial@rchunitau.com.br (RCH UNITAU) suporte@rchunitau.com.br (Surta) Sáb, 01 Jan 2022 00:00:00 -0300 OJS 3.2.1.2 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 O SUICÍDIO NA SÉRIE “OS 13 PORQUÊS” https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/840 <p>O suicídio pode ser estudado sob muitos pontos de vista, uma vez que a decisão voluntária pela morte é algo complexo e de difícil explicação, por ser evidentemente multifatorial. A partir de um olhar interdisciplinar, dialogamos com autores/as da psicologia, psicanálise, psiquiatria, sociologia e filosofia a fim de compreender os resultados de uma pesquisa sobre a opinião de 316 estudantes universitários/as a respeito de uma série produzida pela Netflix, chamada “Os 13 porquês”. Os/as estudantes responderam a um questionário com questões abertas e fechadas sobre a série. As perguntas visavam colher informações sobre quais temporadas vistas, motivações para assistir a série, leitura do livro homônimo, conhecimento do pós-episódio, quais pessoas próximas assistiram à série e se houve diálogo sobre ela. E também investigar as opiniões dos sujeitos sobre: Você acha que a série ajuda a prevenir o suicídio? Você aprendeu algo com a série? O que achou da série? Cite aspectos positivos e negativos. A maioria dos/as participantes (59,8%) disseram que a série previne o suicídio parcialmente e 65,8% dos/as respondentes afirmaram terem aprendido algo com a série. Enfim, é possível concluir que a série abriu o debate sobre o suicídio e outros temas próximos como <em>bullying, </em>depressão e empatia. Porém, a forma como a série foi estruturada também foi considerada pelos/as pesquisados/as como um gatilho para o suicídio.</p> Sylvia da Silveira Nunes, Brunno Yan Souza Moraes, Breno Rafael da Costa, Flávio Bittencourt Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/840 Seg, 30 Mai 2022 00:00:00 -0300 ESTUDANTES DE PEDAGOGIA DURANTE A PANDEMIA (2021): https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/866 <p>O objetivo deste artigo é compreender o que estudantes de Pedagogia, que estavam cursando a graduação em 2021 no período da pandemia da COVID-19, pensam sobre a profissão e sobre a sua inserção profissional. A metodologia adotada foi um estudo de campo do tipo survey exploratório-descritivo, cujos participantes foram 40 estudantes de uma Instituição de Ensino Superior, localizada na região do Sul de Minas Gerais, matriculados no Curso de Licenciatura em Pedagogia<em>, </em>nas modalidades presencial e à distância. Utilizou-se como instrumento para coleta de dados um questionário <em>online,</em> aplicado no ano de 2021. Os resultados revelaram uma maior participação de estudantes matriculados nos últimos semestres do curso, com preponderância de idade inferior a 30 anos e que se tornavam os primeiros de sua família a concluírem o ensino superior. São estudantes que auxiliam na composição da renda familiar, que possui, em média, até 4 salários-mínimos. Os estudantes possuem uma compreensão positiva sobre a profissão, percebendo-a como instrumento de mudança social e que podem ser bem remunerados, ainda que entendam que é uma atividade árdua. Ao mesmo tempo, têm como representação de um bom professor, aquele que domina o conhecimento, que é mediador, flexível e que sabe escutar seus alunos. Gostariam de iniciar a atividade profissional na docência da educação infantil, concomitantemente com os estudos em nível de pós-graduação, quer seja lato ou stricto sensu. Por fim, declararam que se sentiam realizados com a escolha pelo curso e mantinham-se com sentimentos positivos em relação a inserção profissional.</p> Mariana Aranha de Souza, Dalete de Souza Maia Vicentini, Gladis Camarini, Suzana Lopes Salgado Ribeiro Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/866 Qua, 18 Mai 2022 00:00:00 -0300 REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE HOMENS IDOSOS SOBRE A COVID-19 E SENTIMENTOS GERADOS NO ISOLAMENTO SOCIAL https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/785 <p style="margin-top: 0.42cm; margin-bottom: 0cm; border: none; padding: 0cm; line-height: 200%;" align="justify">Estudos apontam que homens idosos são o grupo de maior risco de agravo e morte pela Covid-19 em decorrência de fatores biopsicossociais. As Representações Sociais (RS) possuem um papel importante nas práticas sociais, pois orientam as ações de grupos. Nesse sentido, o presente estudo propôs-se a investigar as RS de homens idosos brasileiros sobre a Covid-19 de acordo com seu pertencimento grupal e sentimentos gerados pela pandemia. Para tanto, realizou-se um estudo de caráter exploratório-descritivo e comparativo lastreado pela Teoria das Representações Sociais (TRS), com a participação de 106 indivíduos. Os resultados apontaram para um possível núcleo central composto pelos elementos: cuidados; medo; e vírus. Ao comparar as RS de acordo com pertencimento grupal político, observam-se RS polêmicas. O grupo de direita − ainda que compreenda a necessidade de cuidados e tenha medo − possui incertezas sobre a doença, ao passo que os demais grupos trouxeram elementos mais ligados à prevenção. Por fim, os sentimentos de mal-estar, saudades, preocupações, resiliência e esperança foram os mais gerados nos idosos por conta da pandemia.</p> Adriano Rozendo , Andréia Isabel Giacomozzi, Andréa Barbará da Silva Bousfield, Maiara Leandro, Juliana Gomes Fiorott, Anderson da Silveira Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/785 Ter, 03 Mai 2022 00:00:00 -0300 A PRESENÇA E A PERMANÊNCIA DE PESSOAS TRANS EM AMBIENTE ESCOLAR NO BRASIL https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/764 <p>Objetivou-se realizar pesquisa bibliográfica sobre pessoas trans em artigos científicos publicados na base de dados da <em>Scientific Eletronic Library Online</em> (SciELO), nos quais se discutem sua presença e sua permanência em ambiente escolar. Foram utilizadas diferentes combinações de descritores, devido à escassa produção acadêmica em relação aos temas da transgeneridade, da travestilidade e da transexualidade a partir de uma perspectiva não marginalizada, não patologizante e não cisgênera e/ou heterocentrada dessas identidades. Os artigos encontrados apontaram a cisgeneridade e o heterocentrismo como normas arbitrárias de existência e vivência que dificultam, quando não impedem, a presença e permanência de pessoas trans em ambientes escolares, descritos por elas como violentos. Os autores concluem que uma maneira de combater essa situação é o debate sobre gênero e identidades de gênero nas escolas. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> Auro Fábio Bornia Ortega, Clara Lívia Salles de Carvalho, Paula Valente Braz, Zuleika Zamoner, Patrícia Ortiz Monteiro Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/764 Qua, 02 Fev 2022 00:00:00 -0300 A DINÂMICA DOS NEGÓCIOS DE IMPACTO SOCIAL E AMBIENTAL https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/787 <p>A sociedade da informação passa por um processo de ressignificar o que a mesma espera da sua economia, criando assim novas modelagens de negócio, como os negócios de impacto social e ambiental que podem ser definidos de forma breve como negócios que visam trazer impacto social positivo e conseguem ter sustentabilidade financeira. O presente artigo traz a jornada de implementação do projeto NISA, que vem acontecendo desde 2018, em Alagoas, por intermédio do Sebrae, tendo como pano de fundo todas as características socioeconômicas do território, e com o objetivo de fomentar a criação e desenvolvimento destes novos modelos de negócio para que possam contribuir na transformação da realidade da população das classes C, D e E. Para isso, foi realizado um pesquisa exploratória, utilizando uma análise bibliográfica e documental a fim de agrupar as informações disponíveis sobre o projeto. Dessa forma, pode-se constatar os primeiros passos rumo à formação de um futuro ecossistema de impacto alagoano, identificando as primeiras iniciativas, os impactos delas, os percalços e as oportunidades de melhoria para o futuro.</p> Danisson Luiz dos Santos Reis, Clarissa Stefani Teixeira, Ana Madalena Sandes Silva Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/787 Sex, 01 Abr 2022 00:00:00 -0300 PROTESTOS NO CHILE (2019) https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/836 <p>Em 2019 o Chile viu florescer uma onda de protestos contra o sistema e o governo o governo que tiveram seu estopim inicial o ajuste das tarifas do transporte público, de maneira muito parecida a “Primavera Brasileira” em 2013 (Moraes &amp; Santos, 2013).&nbsp; Dada a importância que a oferta de fontes de informações confiáveis exerce nas democracias e na participação de maneira geral, busca-se por meio de um quase-experimento natural compreender a forma como os protestos de 2019 no Chile foram "representados" dentro da agenda de interesse dos internautas, compreendendo aqui registros do YouTube &nbsp;e do Google Notícias. Os resultados apontam que 70% das buscas registradas no YouTube &nbsp;em relação aos protestos no Chile podem ser explicadas por um interesse prévio em relação a notícias sobre o tema. Isso denota de algum modo um <em>continuum</em> onde o indivíduo busca tornar mais robusta suas informações, buscando canais e formas diferentes de mídias, o que pode por sua vez exercer um efeito expressivo na participação política de forma geral (ampliando o efeito dos protestos).&nbsp;</p> Thiago Perez Bernardes de Moraes, Romer Mottinha Santos, Pablo Tagore Palma Soza Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/836 Ter, 03 Mai 2022 00:00:00 -0300 O PATRIARCADO E TRIBUTAÇÃO https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/795 <p>A pesquisa tem como objetivo analisar, na perspectiva dos direitos humanos, o impacto da globalização na condição socioeconômica da mulher no mercado de trabalho, em especial a mãe trabalhadora. &nbsp;As mulheres têm ingressado no mercado de trabalho em grandes números, nos últimos 25 anos houve uma participação maior, mesmo assim, não participam de oportunidades iguais de emprego ou em salários iguais com os homens. Essas desigualdades salariais e a pena imposta pelo mercado de trabalho, afetam diretamente às mães trabalhadoras, em especial no período de maternidade. &nbsp;A Constituição Federal traz a igualdade formal, destinada a todos as pessoas, no entanto, quando se trata de igualdade social entre os trabalhadores, se identifica que a mulher recebe um salário inferior ao homem. A investigação compreende um estudo teórico, bibliográfico baseando-se em levantamento da literatura especializada no tema, disponibilizada em artigos em periódicos revisados por pares e livros, assim como em pesquisa documental realizada por meio de levantamento de jurisprudências acerca do tema. O estudo concluiu que a desigualdade de gênero é uma cruel realidade no mundo contemporâneo e perpassa, inclusive, por aspectos tributários, o que afeta sobremaneira o contexto social, familiar e profissional da mulher, além de se transmudar como vetor de perpetuação de seculares práticas e concepções sexistas, endossando a disparidade de tratamento entre homens e mulheres.</p> Maria de Jesus Sousa de Oliveira, João Luiz Pereira de Araujo Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/795 Sex, 01 Abr 2022 00:00:00 -0300 A PROFISSIONALIZAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA NO BRASIL https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/771 <p class="corpodotexto" style="text-align: left; text-indent: 0cm; line-height: 200%;" align="left"><span style="font-family: 'Times New Roman','serif';">O objetivo deste trabalho é o de problematizar o processo de construção da profissionalização do professor de Matemática no Brasil. As primeiras inciativas voltadas para o ensino da Matemática ocorreram por meio dos engenheiros e dos militares, a partir principalmente do período Imperial, com a criação das academias militares. Somente, nas primeiras décadas do século XX, em função das transformações no ensino da Matemática, somadas às mudanças acerca do papel da escola na sociedade e, diante de uma nova atuação do papel do Estado em relação à educação, a exigência de um profissional que detivesse um conjunto de conhecimentos específicos para o ensino da Matemática tornou-se essencial. Utilizou-se neste artigo o método dedutivo, a partir de uma abordagem descritiva e documental acerca da constituição do campo profissional do docente de Matemática no Brasil. A organização dos sistemas de ensino no país, na década de 1930, a partir da Reforma Francisco Campos, e a criação dos cursos de licenciaturas, impuseram novos rumos à formação dos professores de Matemática, apesar das resistências e contradições ainda presentes entre os diferentes sujeitos que atuavam neste campo do conhecimento naquele contexto.</span></p> Maridelma de Pourbaix, Renata Maldonado Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/771 Qua, 02 Fev 2022 00:00:00 -0300 O NEGRO-ABANDONADO NA REPÚBLICA QUE NÃO FOI, POR MEIO DO LITERATURA MACHADIANA https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/786 <p>O povo brasileiro assistiu bestializado ao alvorecer da República, para José Murilo de Carvalho. Esperou-se que o governo incluísse socialmente os antigos cativos como cidadãos, todavia o abandono tornou-se uma realidade desses indivíduos, que, mesmo após a Abolição, não se constituíram como grupo coeso em termos de identidade, segundo Florestan Fernandes. Esta reflexão pretende fazer alguns apontamentos sobre a identidade e a exclusão social do negro na Primeira República. Metodologicamente, empregaram-se pesquisa bibliográfica e análise documental. Alguns textos literários de Machado de Assis foram estudados à luz do Pensamento Social Brasileiro sobre o contexto histórico pós-escravista. Acredita-se, enfim, que os escritos machadianos, fonte de memória, podem descrever o cotidiano dezenovesco, quando o escravo se tornou um liberto e, por conseguinte, um abandonado pela sociedade classista e pelo Estado Nacional.</p> Murilo Chaves Vilarinho Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/786 Qua, 02 Fev 2022 00:00:00 -0300 2022: PERSPECTIVAS INTERDISCIPLINARES https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/841 <p>É com imensa satisfação que a Revista Ciências Humanas apresenta à academia, neste ano de 2022, seu décimo quinto volume, com a perspectiva de crescimento de que suas publicações, de caráter interdisciplinar, respondam ao diagnóstico, análise e/ou reflexões tratadas em pesquisas relacionadas às demandas humanas e sociais. <br />Essa perspectiva otimista tem base na intensidade da sua atividade editorial em 2021, quando a revista passou a fazer publicação contínua dos artigos e alterou suas diretrizes, a fim de acompanhar a tendência mundial de edição de periódicos científicos. Foram publicados 34 artigos em fluxo contínuo e 13 textos em dossiê. <br />As pesquisas comunicadas no ano de 2021 ocorreram graças ao movimento de resistência e resiliência de pesquisadores e da pós-graduação brasileira que, mesmo diante da crise sanitária instalada pela Covid-19, agravada em 2021, e dos desmontes das políticas públicas brasileiras que trouxeram óbices ao incentivo e ao investimento em pesquisas, não deixaram de produzir conhecimento e de realizar atividades envolvidas nessa produção, como propositura de projetos, elaboração de pareceres, submissão de artigos, publicação de livros e orientação e supervisão de alunos da pós-graduação. Contribuições internacionais importantes também foram publicadas no volume 14.<br />Para 2022, a Revista Ciências Humanas prevê a publicação contínua de seus artigos e de um Dossiê com o tema “Vozes lobatianas em diálogo: possibilidades e desafios de estudar Monteiro Lobato”. Lembre-se que neste ano são comemorados os 140 anos de nascimento do autor. Na esperança de um ano de possíveis mudanças no cenário sanitário e político brasileiro, continuamos firmes no propósito de promover a comunicação da ciência. <br />Ótimas leituras</p> <p>Alexandra Magna Rodrigues<br />Editora-chefe da Revista Ciências Humanas</p> Alexandra Magna Rodrigues Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/841 Sáb, 01 Jan 2022 00:00:00 -0300 ENSAIO SOBRE AS ORIGENS DO LIBERALISMO E IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/820 <p>Diante da emergência de diversos problemas socioambientais provocados pelo modo como produzimos riqueza no âmbito do capitalismo, intensificou-se nos últimos 50 anos o debate público e os esforços para conciliar o crescimento econômico com noções de justiça social e prudência ecológica, consolidando-se a noção de desenvolvimento sustentável. Os objetivos do desenvolvimento sustentável não têm sido alcançados pela via da auto-regulação do mercado, sendo demandada a participação dos Estados de diversas formas. Argumenta-se no presente ensaio que há duas tradições liberais: a) o liberalismo social, que reconhece a existência de imperfeições e falhas no mercado, admitindo que o Estado pode agir no sentido de minimizar ou solucionar tais falhas que não seriam resolvidas pela auto-regulação do mercado; b) o liberalismo reacionário, que não admite a possibilidade do mercado ter imperfeições e falhas e, consequentemente, rejeita a ideia de que o mercado precisa do Estado para corrigir o que quer que seja. O presente ensaio pretende debater as possibilidades do liberalismo contribuir com as pautas do desenvolvimento sustentável, a partir do resgate de contribuições dos pais fundadores e considerações sobre as diferenças entre as duas tradições liberais.</p> <p> </p> Guilherme Vieira Dias Copyright (c) 2022 Revista Ciências Humanas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/820 Qui, 17 Mar 2022 00:00:00 -0300